terça-feira, setembro 21, 2021

    A sociedade está a transfomar-se a uma velocidade incrível. Nuns lados mais depressa, noutros mais devagar. É assustador. Saí de todas as plataformas sociais... aquilo é um caos, e um convite ao pensamento de grupo completamente demoníaco... desinformado... e a "verdade" deles é A verdade. Não há a possibilidade de argumentar, de ter uma conversa saudável e com diferentes pontos de vista.

    Não sendo suficiente, aparece um novo vírus. A ciência transforma-se em cientismo. Assustador. Nunca pensei viver tal situação. Comportamentos completamente extremados, a informação é controlada pelas grandes plataformas técnocratas, censura de pensamento, de liberdade de expressão. E, por momentos, duvidei de mim mesmo, será que estou maluco? Mas não, O mundo é que está a mudar, os valores  estão a mudar e, como já disse anteriormente, o "ouro" do séc XXI é a informação. Quem controlar o discurso, controla o mundo. E... privacidade é poder. Quem diria que o que estudei em Psicologia Social iria aparecer na sua forma empírica através das plataformas sociais. 

    O discurso de Martin Luther King é completamente esquecido e as pessoas querem o regresso da segregação social e racial. Ainda está no outro lado do atlântico mas... já sabemos como funcionam as coisas. 

    Muita coisa a acontecer ao mesmo tempo e a uma velocidade espantosa. Muitos temas de conversa... mas é uma conversa que não pode acontecer. Já percebi que há malta conhecida que está completamente inserida nesse pensamento de grupo com bases ideológicas assustadoras. 

    Os próximos tempos não serão fáceis.

terça-feira, janeiro 07, 2020

silêncio... é desconfortável? Poderá o silêncio ser emocional? Poderá o silêncio fazer-se acompanhar de um cigarro... de um copo de vinho? Vamos ser loucos... poderá o silêncio fazer-se acompanhar de uma gafarra de vinho? Poderá o silêncio fazer-se acompanhar por uma música? Poderá o silêncio fazer-se acompanhar por um livro?

Poderá o silêncio trazer reminiscências de um silêncio passado para um silêncio presente, projectando-se num silêncio futuro?

Foi no silêncio que reflecti na distância, nos vazios, nos silêncios, nas ausências, e cheguei à conclusão de que sou apenas alguém. Não sou a pessoa especial na vida de alguém, não sou a pessoa mais importante na vida de alguém. Sou apenas alguém que outros conhecem ou conheceram num dado momento em que as nossas vidas se cruzaram.

A frase correcta é que cheguei à conclusão de que sou apenas mais alguém. Consegui, finalmente, perceber que o mundo não gira à minha volta, não sou especial (bastante normal... banal até). Sou apenas mais alguém que partilha o mundo com outros. Mesmo que seja uma partilha silênciosa. Perante esta percepção, o sentimento foi de leveza. Esta leveza que me persegue há anos, desde a minha adolescência. A decisão de ler "A Insustentável Leveza do Ser" revelou-se decisiva no meu percurso de vida. Um livro tão intenso e marcante para mim, que Theresa, Sabine e Thomas deixaram de ser apenas personagens num romance para se impregnarem no meu Ser, sendo eu eles, e eles eu.

É também no silêncio que me apercebo de que o significado de Leveza de que Kundera fala, insustentável para o próprio, atinge a sua plenitude quando resvala para o silêncio.

A leveza do silêncio... que nos permite desaparecer sem remorsos.

quinta-feira, setembro 19, 2019

I touch you, but I can´t feel you.
You touch me, and I still can´t feel you.

Should we start with a Kiss?
Maybe a Handshake.

And I will say:
How do you do?


sexta-feira, maio 03, 2019


     A fotografia que acompanha este texto não é nada de especial, já tem uns anitos, mas sempre gostei dela. Em 2º plano, a quantidade de informação lá atrás, com a indicação de caminhos, ou direcções, a seguir. No entanto, em 1º plano, o rapaz caminha como que alheado das possibilidades que lhe são propostas e segue o seu caminho, no seu próprio momento, no seu próprio ritmo, inibindo a realidade que o rodeia. Tanto a nível auditivo, como visual (o momento da captura fotográfica permite esta singularidade).
     Há uns tempos fui visitar um amigo meu. Amigo do coração e, talvez, a pessoa mais inteligente que conheço (a nível ciêntífico). Neurociências, mapeamento do cérebro humano, inteligência artificial... cenas maradas e muito complexas para o cidadão comum. Consegue dominar psicologia, biologia, matemática, física, entre outras, com relativa facilidade. Consegue fazer a ponte necessária entre as várias disciplinas que, segundo ele, são fundamentais para compreender o ser humano e o seu funcionamento a nível neurológico. Ele trabalha numa equipa multidisciplinar (pelo que entendi) que inclui psicólogos, matemáticos, físicos, biólogos, entre outros. Mas são "apenas" especialistas na sua área, não dominam outras disciplinas. Podem ter uma luz, um conhecimento base, mas não são, de todo, especialistas que não da sua área de estudo. Para esse meu amigo isso é dificil de aceitar ou compreender. Na cabeça dele, se ele consegue, os outros também deviam conseguir. Deadline impostos por outros é algo que também não aceita. "Não consigo trabalhar assim" diz ele. Não se pode trabalhar em ciência assim. A ciência não tem horários. "Eu não vou produzir mais por estar num escritório das 9 às 5. E o tempo que se perde em reuniões... completamente desnecessário". Quem não o conhecer dirá que será uma pessoa arrogante... com um complexo de superioridade acentuado. Mas não. Tem o maior coração do mundo. Não existe maldade dentro dele, apenas desilusão. Desilusão porque o ser humano está a autodestruir-se, a si e ao planeta, de uma forma muito rápida e está a chegar ao ponto de não retorno. Desilusão porque a ciência não está no caminho certo. Desilusão porque a ciência banalizou-se. Desilusão porque a ciência também é política. Desilusão porque os membros da equipa multidisplinar onde trabalha não são, eles próprios, interdisciplinares. Desilusão porque o avanço no seu trabalho não depende só dele e, como tal, não se desenvolve com a devida rapidez de modo a que ainda possa fazer a diferença no mundo, no ser humano. Ele sente mesmo que o seu trabalho pode fazer a diferença, pode trazer o devido "insight" ou consciencialização para a mudança necessária de forma a que o "mundo se salve". Ou então não. Estou completamente enganado e a romantizar toda uma situação, a fazer todo um filme na minha cabeça, de forma a que alguém que respeito e muito estimo não se esteja a "perder" num complexo de messias. Ou, como qualquer um de nós, a preencher um vazio emocional.
          

sexta-feira, maio 25, 2018


5ª paragem, Mostar, Bósnia Herzegovina. Foi relativamente fácil dar com a estrada em direcção a Mostar e que bela estrada para uma condução relaxada. Em cerca de 3/4 do caminho, este é ladeado por um rio, primeiro do lado direito e, após passagem por um túnel, do lado esquerdo. Optei por parar para almoçar no 1º restaurante depois de passar o túnel (a passagem pelo túnel foi um pouco problemática porque estavam a decorrer obras, sem coordenação de trânsito, pelo que foi caótico e moroso). Da mesma forma 3 autocarros de túristas também tiveram a mesma ideia. A ideia de um almoço descansado não passou disso mesmo, uma ideia. optei pelo peixe do rio. Não estava fenomenal, não estava mau. O que me incomodou é que há certas alturas em que as pessoas deixam de ter a noção dos comportamentos sociais. Eu, viajante individual, estava sentado, a comer a minha refeição, numa mesa para quatro. Foi a mesa que me indicaram. De certo modo, por vezes, nesta viagem, senti que um viajante individual é algo pouco usual para estes lados (pode ser impressão minha). Continuando, então 3 pessoas, de um dos autocarros, que não falavam inglês, mas entende-se que querem sentar-se na mesma mesa. Eu faço uma cara de wtf... tipo não, quero comer a minha refeição descansado (tenho esse direito, penso eu), mas qual quê... começam a tirar as mochilas, a colocar casacos nas cadeiras e eu tipo... com cara de parvo a olhar... Felizmente, lá para trás havia uma mesa livre, pelo que lá foram eles. Sem dizer nada. absolutamente nada. Situação caricata (ok se calhar aqui o meu lado esquizitóide falou mais alto). 
Almoço arrumado e lá segui para Mostar, cerca de 30 minutos depois lá cheguei. Aqui o GPS não se portou da melhor forma pelo que fui seguindo com o meu instinto e acabou por correr 5 estrelas. Parque de estacionamento mesmo ao lado da pensão, a cerca de 600 metros da "Old Bridge". Epá... não se pode pedir melhor. arrumadas as coisas fui logo dar uma volta, o tempo ameaçava chuva, mas nada melhor que uma bela chuvada de verão (o que acabou por não suceder). Ao chegar à ponte, ao ver a ponte, tive a sensação de que finalmente cumpri o objectivo desta viagem. Não sei porquê, foi o último local que escolhi visitar, mas parece que toda a viagem rodou à volta deste momento. Não consigo explicar esta sensação. Pelo que bota lá uma caneca de cerveja para comemorar. O caminho até à ponte é ladeado por restaurantes e lojas típicas. Conseguimos facilmente retroceder no tempo e imaginar como seria na época mediaval. Os tecidos, as louças, o trabalho em cobre, sei lá... mais uma vez uma convergência de culturas. Na 1ª noite decidi jantar num pequeno restaurante perto da pensão, que tinha uma terraça no 1º piso com uma bela vista sobre o rio. optei por uma sopa de cogumelos e voltei a optar por Cevape. E que maravilha. Desta vez posso dizer que foi um belo jantar. Na pensão havia um bar a bombar pelo que decidi beber uma cerveja e um cocktail, uma pina colada. Há carradas de anos que não bebia uma pina colada. O empregado pergunta-me de onde sou e quando respondo Portugal o que diz o moço? Ronaldo... típico eheh.
No 2º dia fui visitar o museu da Old Bridge. A 1ª parte conta-nos a história de Mostar, desde o Império Otomano (espero não estar a errar por muito) até aos dias de hoje. Na 2ª parte o assunto centra-se na reconstrução da ponte após a guerra. A forma como a construção é feita tendo em conta a original é fantástica. Após a visita ao museu fui dar umma volta pela cidade. Saindo um pouco da rua principal, sente-se ainda a presença da guerra. Edíficios com buracos de balas, cemitérios onde todas as datas de morte circundam os anos de 1994 e 1995. Intenso. Volta para aqui, volta para acolá, e almoço. Optei por uma costela de veado mas, cá entre nós, mais parecia porco. Se bem que, sendo um restaurante que não vendia álcool, não me pareça muito viável venderem gato por lebre, neste caso porco por veado, mas pronto, benefício da dúvida. O tempo ameaçava, mais uma vez, uma chuvada, pelo que me dirigi a passos largos para a pensão. Não me livrei de uma pequena molha. E foi uma chuvada daquelas,.. com trovões daqueles. A luz foi abaixo e em pouco tempo parecia que o dilúvio de Noé se iria tornar realidade. Optei por ficar no quarto a bater uma soneca. Quando acordei era praticamente hora de jantar, pelo que lá fui à procura de um restaurante. A decisão foi tomada tendo em conta a vista. E que vista para a ponte, com o pôr do sol atrás de mim. Divinal. Desta vez optei por um Filet Mignon. Eu sei, loucura, mas pelo preço tinha de experimentar. Divinal, não. Mas não estava mau. Para finalizar a noite optei por um Café/Bar com o nome Marshal. Penso que estava associado à marca de amplificadores, e era o único sítio com música interessante. Mas o vinho era péssimo. Mesmo. Não recomendo. O vinho diga-se. E assim acaba a noite. Mostar fica no coração

sexta-feira, maio 11, 2018


4ª paragem, Sarajevo, Bósnia Herzegóvina. Admito que ao passar a fronteira fiquei um pouco apreensivo. Paisagens estranhas, condução alucinada, lixo à beira da estrada, montes de placas "em memória de..." e flores à beira da estrada assinalando a morte de alguém por acidente. Mas pensei um pouco e relaxei. Em Portugal, no interior, longe das metrópoles, também se nota um certo abandono, um certo envelhecimento das infra-estruturas. Portanto, lá fui seguindo caminho apreciando as paisagens. Lagos enormes, desfiladeiros altíssimos, e o carro cá em baixo na estrada que ladeava o rio, tuneis dignos de um qualquer filme de terror. Não o digo com desdém mas sim com um certo fascínio. 
Ao chegar a Sarajevo foi relativamente fácil dar com a Guesthouse, com estacionamento à porta (em todos os locais em que fiquei o estacionamento era um dos filtros de pesquisa) e apenas a 600 metros da Bascarsija (old town). Deixei as coisas no quarto, bebi um café bósnio, oferecido  pela recepcionista (apercebi-me depois que não é só querer, tem de se saber como beber um café bósnio) e bota mundo. Bascarsija é um mundo de gente e cultura. Restaurantes, lojas de tudo e mais alguma coisa, grande tradição muçulmana tanto nas pessoas, lojas e arquitéctura. Tanto que num café pedi uma cerveja e disseram-me que não vendiam álcool. No fundo a mistura de culturas é tanta que... por vezes não sabemos até lermos o menu. Há sempre cerveja sem álcool. Andei, andei, mesquita muçulmana, mesquita ortodoxa, igreja cristã... tudo num pequeno espaço, sem ver um choque de culturas mas sim, como diz o lema da cidade, um "meeting point of cultures". Nesta 1ª noite optei por jantar numa espécie de jardim dentro da própria loucura de lojas, calmo, sem grandes multidões. Optei por Cevape, um prato tradicional composto por salsichas, pão e cebola. Estava bom, mas não foi o melhor que comi, esse foi em Mostar. Como já era relativamente tarde optei em voltar para a Guesthouse, amanhã é um novo dia.
Depois de um pequeno-almoço reforçado, comecei o meu passeio pela cidade. Tinha dois sítios em mente, o museu da cidade e o museu de crimes de guerra. Dei uma volta perto do rio e das famosas pontes de Sarajevo, Câmara Municipal e fui directo ao museu da cidade. Estive praticamente a manhã inteira no museu. Não vou entrar em pormenores, mas vale muito a pena. Fui logo, directamente, para o museu de crime de guerra. E aqui... cai-nos praticamente tudo. tão distante, mas tão presente, com a possibilidade de ver 3 documentários, um centrado no cerco à cidade de Sarajevo, outro em Mostar e um 3º sobre o massacre de Srebrenica onde cerca de 8.000 muçulmanos foram assassinados. Bate forte e espero que todos os visitantes se sintam incomodados porque é algo que não se deve sequecer. 
Saí um pouco incomodado do museu, penso que comecei a ver a cidade com outros olhos, não apenas como um sítio turístico, mas com um sincero respeito. Pena não, porque penso que a cidade consegui erguer-se, mais forte do que nunca, mais multicultural do que nunca. Pela cidade vêem-se alguns edificios com marcas de tiros e estão lá porque o povo de Sarajevo o quer. Porque são feridas, são marcas para que não se esqueça. Mais umas voltas, aventurei-me um pouco mais para oeste, onde se verifica uma forte influência do império Austro-Hungaro, em termos de arquitéctura, e onde se parece mais com um cidade ocidental. À noite voltei para a zona do movimento e para experimentar outro prato tradicional, pljesjavica. Que não é mais que humburger com pão tradicional e... cebola. Depois Guesthouse e caminha porque amanhã parto para uma nova etapa, Mostar.





segunda-feira, maio 07, 2018



3ª Paragem, Dubrovnik, também na Croácia. A estrada para Dubrovnik, já na costa Adriática, tem uma característica engraçada. Um troço, de cerca de 20 kms (sinceramente não sei ao certo, podem ir ao google), pertence à Bósnia Herzegovina. Portanto, grande fila para controlo de passaportes para entrar, e grande fila de controlo de passaportes para sair e voltar a entrar na Croácia. Para quem gosta de conduzir, como eu, a estrada pela costa adriática é qualquer coisa. Paisagens lindíssimas que nos preparam para a chegada a Dubrovnik.

A entrada pelo lado norte, penso eu, faz-se por uma ponte altíssima. Mesmo! Saímos logo na 1ª à esquerda no fim da ponte, com uma descida acentuada que vai dar ao inicio do Porto de Dubrovnik. Mete respeito esta entrada. Poucos quilómetros depois chego ao meu destino, o Hotel Adriático, englobado num complexo de hoteis, Maestral Hotels (eu fiquei no mais barato óbviamente) que fica na zona de Lapad, mesmo ao lado da Sunset Beach. Penso ser a zona Vip/in da região. E sinceramente bastante eficaz, em termos turísticos. Fiquei com um quarto duplo. O hotel já tem uns anitos e parece ter parado no tempo por volta dos anos 70, mas os funcionários são simpáticos. O que ajuda.

Depois de arrumar a bagagem no quarto fui tomar um fino ao bar da praia e colocar a leitura em dia. Fui dar uma volta para encontrar um sítio para jantar e, como começou a chover, entrei no 1º que encontrei. Calamares fritos com batatas fritas e um bolo de chocolate para sobremesa. O café foi no bar do hotel, estava um pouco cansado pelo que me deitei cedo.

De manhã cedinho, com um pequeno almoço reforçado optei por caminhar até à Old City, mesmo tendo Bus directo à entrada do Hotel. Quando cheguei às muralhas. Duas situações. 1º um mar de gente (como seria de esperar num sábado), 2º começa a chover torrencialmente. Lá tive de comprar uma capa de plástico para a chuva e comprei logo o bilhete de Bus para regressar para o hotel. Assim ficava com uma situação resolvida. Portanto, Abriguei-me uns minutos para ver se a chuva passava mas depois lá pensei. Que se foda, vamos lá. A entrada na cidade velha não se paga, só se paga se a malta quiser dar uma volta pelas muralhas. Eu não queria dar uma volta pelas muralhas. O preço não justificava a distância. Um mar de gente, lojas por todo o lado, de tudo, vários pontos de exchange, várias caixas de multibanco, cafés e restaurantes... Fez-me lembrar Óbidos, em ponto grande, e a antiga Feira Popular sem as diversões, carroceis e afins. Muita história nestas paredes, a arte sacra surpreendeu-me pela beleza. Sobe-se escadas, desce-se escadas, ruelas, um sem fim de possibilidades. Há Guesthouses e vivem pessoas, privados, dentro das muralhas. O que também achei interessante. Lá parei para descansar, beber um macchiato e comer um cheesecake (o melhor que comi nos últimos tempos).

Dei mais uma voltas pela cidade velha e, por volta das 15h, decidi voltar para o hotel. Depois de descansar um pouco e beber duas fresquinhas no bar do hotel resolvi ir procurar um sítio para jantar. Como sempre as possibilidades são imensas. Meti-me por uma rua com vários hotéis e restaurantes. No 1º restaurante, enquanto estou a dar uma olhadela pelo menu, sou abordado por uma rapariga (Concierge) muito bem educada e extremamente preocupada em não me incomodar (no sentido de me dar espaço). Perguntou-me se podia explicar a ementa e dar-me as opções de menu. Muito educada. Disse-lhe que ia dar uma volta para ver mais opções e agradeci-lhe (o trabalho de concierge por vezes é ingrato). Mas, verdade seja dita, como verifiquei que os preços eram praticamente iguais em todo o lado, praticamente com as mesmas opções na ementa, resolvi jantar nesse mesmo restaurante.

Funcionários extremamente simpáticos e muito atenciosos (por vezes demais, alguém deve ter feito uma má review). No entanto, não começou muito bem uma vez que não tinham as duas 1ªs sopas que pedi, e estavam no menu, pelo que me contentei pela sopa de tomate (mas mantiveram o preço da 1ª sopa que pedi). Para prato principal voltei aos calamares grelhados (epá adoro calamares grelhados, não há nada a fazer). O prato tinha uma aparência demasiado Gourmet para o meu gosto mas tenho de admitir, estavam muito bons.

No fim de jantar fui dar uma volta pela zona. Comecei pela Sunset Beach até ao Palace hotel. Pelo lado esquerdo da enseada. Pôr do sol fantástico, casas fantásticas com mini praias. Aproveitei para tirar a última foto (foto do texto). Acabei a noite com um café e um baileys no bar do hotel.
Próxima paragem, Bósnia-Herzegovina, Sarajevo