sexta-feira, maio 25, 2018


5ª paragem, Mostar, Bósnia Herzegovina. Foi relativamente fácil dar com a estrada em direcção a Mostar e que bela estrada para uma condução relaxada. Em cerca de 3/4 do caminho, este é ladeado por um rio, primeiro do lado direito e, após passagem por um túnel, do lado esquerdo. Optei por parar para almoçar no 1º restaurante depois de passar o túnel (a passagem pelo túnel foi um pouco problemática porque estavam a decorrer obras, sem coordenação de trânsito, pelo que foi caótico e moroso). Da mesma forma 3 autocarros de túristas também tiveram a mesma ideia. A ideia de um almoço descansado não passou disso mesmo, uma ideia. optei pelo peixe do rio. Não estava fenomenal, não estava mau. O que me incomodou é que há certas alturas em que as pessoas deixam de ter a noção dos comportamentos sociais. Eu, viajante individual, estava sentado, a comer a minha refeição, numa mesa para quatro. Foi a mesa que me indicaram. De certo modo, por vezes, nesta viagem, senti que um viajante individual é algo pouco usual para estes lados (pode ser impressão minha). Continuando, então 3 pessoas, de um dos autocarros, que não falavam inglês, mas entende-se que querem sentar-se na mesma mesa. Eu faço uma cara de wtf... tipo não, quero comer a minha refeição descansado (tenho esse direito, penso eu), mas qual quê... começam a tirar as mochilas, a colocar casacos nas cadeiras e eu tipo... com cara de parvo a olhar... Felizmente, lá para trás havia uma mesa livre, pelo que lá foram eles. Sem dizer nada. absolutamente nada. Situação caricata (ok se calhar aqui o meu lado esquizitóide falou mais alto). 
Almoço arrumado e lá segui para Mostar, cerca de 30 minutos depois lá cheguei. Aqui o GPS não se portou da melhor forma pelo que fui seguindo com o meu instinto e acabou por correr 5 estrelas. Parque de estacionamento mesmo ao lado da pensão, a cerca de 600 metros da "Old Bridge". Epá... não se pode pedir melhor. arrumadas as coisas fui logo dar uma volta, o tempo ameaçava chuva, mas nada melhor que uma bela chuvada de verão (o que acabou por não suceder). Ao chegar à ponte, ao ver a ponte, tive a sensação de que finalmente cumpri o objectivo desta viagem. Não sei porquê, foi o último local que escolhi visitar, mas parece que toda a viagem rodou à volta deste momento. Não consigo explicar esta sensação. Pelo que bota lá uma caneca de cerveja para comemorar. O caminho até à ponte é ladeado por restaurantes e lojas típicas. Conseguimos facilmente retroceder no tempo e imaginar como seria na época mediaval. Os tecidos, as louças, o trabalho em cobre, sei lá... mais uma vez uma convergência de culturas. Na 1ª noite decidi jantar num pequeno restaurante perto da pensão, que tinha uma terraça no 1º piso com uma bela vista sobre o rio. optei por uma sopa de cogumelos e voltei a optar por Cevape. E que maravilha. Desta vez posso dizer que foi um belo jantar. Na pensão havia um bar a bombar pelo que decidi beber uma cerveja e um cocktail, uma pina colada. Há carradas de anos que não bebia uma pina colada. O empregado pergunta-me de onde sou e quando respondo Portugal o que diz o moço? Ronaldo... típico eheh.
No 2º dia fui visitar o museu da Old Bridge. A 1ª parte conta-nos a história de Mostar, desde o Império Otomano (espero não estar a errar por muito) até aos dias de hoje. Na 2ª parte o assunto centra-se na reconstrução da ponte após a guerra. A forma como a construção é feita tendo em conta a original é fantástica. Após a visita ao museu fui dar umma volta pela cidade. Saindo um pouco da rua principal, sente-se ainda a presença da guerra. Edíficios com buracos de balas, cemitérios onde todas as datas de morte circundam os anos de 1994 e 1995. Intenso. Volta para aqui, volta para acolá, e almoço. Optei por uma costela de veado mas, cá entre nós, mais parecia porco. Se bem que, sendo um restaurante que não vendia álcool, não me pareça muito viável venderem gato por lebre, neste caso porco por veado, mas pronto, benefício da dúvida. O tempo ameaçava, mais uma vez, uma chuvada, pelo que me dirigi a passos largos para a pensão. Não me livrei de uma pequena molha. E foi uma chuvada daquelas,.. com trovões daqueles. A luz foi abaixo e em pouco tempo parecia que o dilúvio de Noé se iria tornar realidade. Optei por ficar no quarto a bater uma soneca. Quando acordei era praticamente hora de jantar, pelo que lá fui à procura de um restaurante. A decisão foi tomada tendo em conta a vista. E que vista para a ponte, com o pôr do sol atrás de mim. Divinal. Desta vez optei por um Filet Mignon. Eu sei, loucura, mas pelo preço tinha de experimentar. Divinal, não. Mas não estava mau. Para finalizar a noite optei por um Café/Bar com o nome Marshal. Penso que estava associado à marca de amplificadores, e era o único sítio com música interessante. Mas o vinho era péssimo. Mesmo. Não recomendo. O vinho diga-se. E assim acaba a noite. Mostar fica no coração

sexta-feira, maio 11, 2018


4ª paragem, Sarajevo, Bósnia Herzegóvina. Admito que ao passar a fronteira fiquei um pouco apreensivo. Paisagens estranhas, condução alucinada, lixo à beira da estrada, montes de placas "em memória de..." e flores à beira da estrada assinalando a morte de alguém por acidente. Mas pensei um pouco e relaxei. Em Portugal, no interior, longe das metrópoles, também se nota um certo abandono, um certo envelhecimento das infra-estruturas. Portanto, lá fui seguindo caminho apreciando as paisagens. Lagos enormes, desfiladeiros altíssimos, e o carro cá em baixo na estrada que ladeava o rio, tuneis dignos de um qualquer filme de terror. Não o digo com desdém mas sim com um certo fascínio. 
Ao chegar a Sarajevo foi relativamente fácil dar com a Guesthouse, com estacionamento à porta (em todos os locais em que fiquei o estacionamento era um dos filtros de pesquisa) e apenas a 600 metros da Bascarsija (old town). Deixei as coisas no quarto, bebi um café bósnio, oferecido  pela recepcionista (apercebi-me depois que não é só querer, tem de se saber como beber um café bósnio) e bota mundo. Bascarsija é um mundo de gente e cultura. Restaurantes, lojas de tudo e mais alguma coisa, grande tradição muçulmana tanto nas pessoas, lojas e arquitéctura. Tanto que num café pedi uma cerveja e disseram-me que não vendiam álcool. No fundo a mistura de culturas é tanta que... por vezes não sabemos até lermos o menu. Há sempre cerveja sem álcool. Andei, andei, mesquita muçulmana, mesquita ortodoxa, igreja cristã... tudo num pequeno espaço, sem ver um choque de culturas mas sim, como diz o lema da cidade, um "meeting point of cultures". Nesta 1ª noite optei por jantar numa espécie de jardim dentro da própria loucura de lojas, calmo, sem grandes multidões. Optei por Cevape, um prato tradicional composto por salsichas, pão e cebola. Estava bom, mas não foi o melhor que comi, esse foi em Mostar. Como já era relativamente tarde optei em voltar para a Guesthouse, amanhã é um novo dia.
Depois de um pequeno-almoço reforçado, comecei o meu passeio pela cidade. Tinha dois sítios em mente, o museu da cidade e o museu de crimes de guerra. Dei uma volta perto do rio e das famosas pontes de Sarajevo, Câmara Municipal e fui directo ao museu da cidade. Estive praticamente a manhã inteira no museu. Não vou entrar em pormenores, mas vale muito a pena. Fui logo, directamente, para o museu de crime de guerra. E aqui... cai-nos praticamente tudo. tão distante, mas tão presente, com a possibilidade de ver 3 documentários, um centrado no cerco à cidade de Sarajevo, outro em Mostar e um 3º sobre o massacre de Srebrenica onde cerca de 8.000 muçulmanos foram assassinados. Bate forte e espero que todos os visitantes se sintam incomodados porque é algo que não se deve sequecer. 
Saí um pouco incomodado do museu, penso que comecei a ver a cidade com outros olhos, não apenas como um sítio turístico, mas com um sincero respeito. Pena não, porque penso que a cidade consegui erguer-se, mais forte do que nunca, mais multicultural do que nunca. Pela cidade vêem-se alguns edificios com marcas de tiros e estão lá porque o povo de Sarajevo o quer. Porque são feridas, são marcas para que não se esqueça. Mais umas voltas, aventurei-me um pouco mais para oeste, onde se verifica uma forte influência do império Austro-Hungaro, em termos de arquitéctura, e onde se parece mais com um cidade ocidental. À noite voltei para a zona do movimento e para experimentar outro prato tradicional, pljesjavica. Que não é mais que humburger com pão tradicional e... cebola. Depois Guesthouse e caminha porque amanhã parto para uma nova etapa, Mostar.





segunda-feira, maio 07, 2018



3ª Paragem, Dubrovnik, também na Croácia. A estrada para Dubrovnik, já na costa Adriática, tem uma característica engraçada. Um troço, de cerca de 20 kms (sinceramente não sei ao certo, podem ir ao google), pertence à Bósnia Herzegovina. Portanto, grande fila para controlo de passaportes para entrar, e grande fila de controlo de passaportes para sair e voltar a entrar na Croácia. Para quem gosta de conduzir, como eu, a estrada pela costa adriática é qualquer coisa. Paisagens lindíssimas que nos preparam para a chegada a Dubrovnik.

A entrada pelo lado norte, penso eu, faz-se por uma ponte altíssima. Mesmo! Saímos logo na 1ª à esquerda no fim da ponte, com uma descida acentuada que vai dar ao inicio do Porto de Dubrovnik. Mete respeito esta entrada. Poucos quilómetros depois chego ao meu destino, o Hotel Adriático, englobado num complexo de hoteis, Maestral Hotels (eu fiquei no mais barato óbviamente) que fica na zona de Lapad, mesmo ao lado da Sunset Beach. Penso ser a zona Vip/in da região. E sinceramente bastante eficaz, em termos turísticos. Fiquei com um quarto duplo. O hotel já tem uns anitos e parece ter parado no tempo por volta dos anos 70, mas os funcionários são simpáticos. O que ajuda.

Depois de arrumar a bagagem no quarto fui tomar um fino ao bar da praia e colocar a leitura em dia. Fui dar uma volta para encontrar um sítio para jantar e, como começou a chover, entrei no 1º que encontrei. Calamares fritos com batatas fritas e um bolo de chocolate para sobremesa. O café foi no bar do hotel, estava um pouco cansado pelo que me deitei cedo.

De manhã cedinho, com um pequeno almoço reforçado optei por caminhar até à Old City, mesmo tendo Bus directo à entrada do Hotel. Quando cheguei às muralhas. Duas situações. 1º um mar de gente (como seria de esperar num sábado), 2º começa a chover torrencialmente. Lá tive de comprar uma capa de plástico para a chuva e comprei logo o bilhete de Bus para regressar para o hotel. Assim ficava com uma situação resolvida. Portanto, Abriguei-me uns minutos para ver se a chuva passava mas depois lá pensei. Que se foda, vamos lá. A entrada na cidade velha não se paga, só se paga se a malta quiser dar uma volta pelas muralhas. Eu não queria dar uma volta pelas muralhas. O preço não justificava a distância. Um mar de gente, lojas por todo o lado, de tudo, vários pontos de exchange, várias caixas de multibanco, cafés e restaurantes... Fez-me lembrar Óbidos, em ponto grande, e a antiga Feira Popular sem as diversões, carroceis e afins. Muita história nestas paredes, a arte sacra surpreendeu-me pela beleza. Sobe-se escadas, desce-se escadas, ruelas, um sem fim de possibilidades. Há Guesthouses e vivem pessoas, privados, dentro das muralhas. O que também achei interessante. Lá parei para descansar, beber um macchiato e comer um cheesecake (o melhor que comi nos últimos tempos).

Dei mais uma voltas pela cidade velha e, por volta das 15h, decidi voltar para o hotel. Depois de descansar um pouco e beber duas fresquinhas no bar do hotel resolvi ir procurar um sítio para jantar. Como sempre as possibilidades são imensas. Meti-me por uma rua com vários hotéis e restaurantes. No 1º restaurante, enquanto estou a dar uma olhadela pelo menu, sou abordado por uma rapariga (Concierge) muito bem educada e extremamente preocupada em não me incomodar (no sentido de me dar espaço). Perguntou-me se podia explicar a ementa e dar-me as opções de menu. Muito educada. Disse-lhe que ia dar uma volta para ver mais opções e agradeci-lhe (o trabalho de concierge por vezes é ingrato). Mas, verdade seja dita, como verifiquei que os preços eram praticamente iguais em todo o lado, praticamente com as mesmas opções na ementa, resolvi jantar nesse mesmo restaurante.

Funcionários extremamente simpáticos e muito atenciosos (por vezes demais, alguém deve ter feito uma má review). No entanto, não começou muito bem uma vez que não tinham as duas 1ªs sopas que pedi, e estavam no menu, pelo que me contentei pela sopa de tomate (mas mantiveram o preço da 1ª sopa que pedi). Para prato principal voltei aos calamares grelhados (epá adoro calamares grelhados, não há nada a fazer). O prato tinha uma aparência demasiado Gourmet para o meu gosto mas tenho de admitir, estavam muito bons.

No fim de jantar fui dar uma volta pela zona. Comecei pela Sunset Beach até ao Palace hotel. Pelo lado esquerdo da enseada. Pôr do sol fantástico, casas fantásticas com mini praias. Aproveitei para tirar a última foto (foto do texto). Acabei a noite com um café e um baileys no bar do hotel.
Próxima paragem, Bósnia-Herzegovina, Sarajevo

sexta-feira, maio 04, 2018


2ª paragem, Korenica, Croácia, para fazer uma visita ao Parque Nacional Plotvice. Korenica é uma localidade sem história no interior da Croácia, a cerca de 17 kms do Parque. Optei por ficar numa Guesthouse, o que para estes lados são mais do que as mães. Dos anfitriões pouco ou nada há para dizer, monossílabos em inglês na recepção e, praticamente, só os voltei a ver no check out. O quarto era bem melhor que o da residencial anterior, sem deslumbrar no entanto.

A vista do quarto era de casas, algumas velhas, por acabar, sem grande riqueza aparente, uma típica zona rural, assim como em Portugal, com um certo ar de abandono. No entanto, o meu objectivo não era visitar Korenica mas sim o Parque Natural. E que coisa maravilhosa. O segredo é ir cedo, entrei às 8h30 no Parque, para evitar as típicas excursões e afins (como se veio a confirmar na parte da tarde). Lagos enormes, cascatas e mais cascatas, a cor da água, passeio de barco, tudo até às 15h. Sem pressas, com o seu tempo. Só mesmo visitando ou vendo as fotos do site oficial. Adorei.

Uma coisa que reparei é que aqui os limites de velocidade são extremamente baixos, quando diz respeito a obras na auto-estrada, dentro das localidades ou perto de escolas. Mas depois percebi, eles já colocam para aí 20 kms a menos porque a malta pura e simplesmente não cumpre. E se a malta tenta cumprir, é uma fila de carros atrás de nós, a ficarem tão impacientes que até em traços contínuos ultrapassam, o que nos leva a infringir também os limites declarados. No entanto, na minha opinião, um pouo melhor do que em Itália. Aqui usam os piscas.

Neste pouco tempo em Korenica, que se situa num vale (não sei se isso explica o que se passou), assisti às maiores chuvadas de que me lembro e trovoadas... mas que trovoadas brutais.

No 1º dia jantei num restaurante chinês. não tive paciência para procurar muito porque estava com fome e ficava a 500 metros da Guesthouse. Nada de especial, mas a mania de trazer a entrada e o prato principal ao mesmo tempo começa a incomodar-me. Chips de Lagosta e frango com legumes.
No 2º dia tentei apreciar os restaurantes à beira da estrada nacional e tentei fixar os que tinham mais carros. Sempre me disseram que os restaurantes com mais carros estacionados à porta é onde se come melhor. E foi o que fiz, no meio de uma chuvada torrencial. O empregado falava um bom inglês e optei por uma salada de cebola e uma pizza (há muito tempo que tinha desejos de uma pizza). Mas desta vez salientei que 1º quero só a salada e depois a pizza. Quando chegou a salada o empregado perguntou-me se já tinha experimentado óleo de abóbora (posteriormente fiz uma pesquisa, porque era mesmo bom, e verifiquei que era óleo de sementes de abóbora. Até porque a cor, esverdeado, não batia certo com a abóbora). Não, disse eu, e ele lá me trouxe para experimentar. Interessante. Agradou-me e claro, pensei logo nos meus amigos vegetarianos e vegans que iriam adorar esta delicadeza. A pizza veio a meio da salada. O empregado de mesa assumiu que veio muito cedo, mas pronto, como costuma vir a queimar, ficou a arrefecer. Para sobremesa optei por uma Baklava, tradicional dos Balcãs e que maravilha (ou não fosse eu um guloso). Massa por cima, como se de uma tarte se tratasse, frutos secos no interior e sirup/mel... delicioso. Uma doce despedida de Plotvice.

quarta-feira, maio 02, 2018


1ª paragem, Portoroz na Eslovénia. Cheguei por volta das 18h à residencial. Por sorte havia um lugar livre para estacionar e lá encaixotei o Reni. E, sendo a 1ª longa viagem que faço com ele, surpreendeu-me não pela velocidade, como é óbvio, mas pelo conforto de condução. Sem aquele desconforto de estar sempre na mesma posição e termos de fazer 30 por uma linha para aguentar mais umas horas de condução. Impecável.

O mesmo já nao posso dizer da condução dos Italianos. Piscas é coisa que simplesmente não existe e o limite de velocidade (seja onde for) é para ser cumprido moderadamente, se é que me faço entender. Mas voltando à residencial, uma taberna logo à entrada com aquela malta do costume, ahhhhh... estava a esquecer-me do melhor, no acesso à residencial, antes do parque de estacionamento, tem um senhor a assar um leitão na roldana. Parecia mesmo que estava em Portugal... mas depois ouvia a malta a falar e percebia que não. Portanto, na recepção estava uma senhora que lá fez o meu registo e recebeu o pagamento (paga-se no check-in) e deu-me uma chave e um talão para o pequeno-almoço. 
O quarto era enorme, uma cama de adolescente, com uma casa de banho também enorme. Mas isso até nem me chateou muito, por 41€ noite não sei se poderia pedir mais, o que me chateou foi ter apenas 1/4 de rolo de papel higiénico. Epá... isso é que não. Papel higiénico transmite uma sensação de conforto e segurança. É daqueles itens que estando presente nem se pensa nele mas se falta... foda-se!!!! Lá tive de ir roubar um rolo às casas de banho da taberna. Bem, depois de assegurado o básico lá fui então à beira mar procurar um spot para comer. Sim, porque o segredo é saber equilibrar as cenas, ficar numa residencial mas comer à rico.

Muita gente na rua, final de um 1º de Maio, e desta vez não me estive com esquisitices. Sentei-me para aí no 6º restaurante que vi. Esplanada, mesa para um por favor, caneca de cerveja e menu. Para iniciar pedi uma salada de salmão e para prato principal uns calamares grelhados. E pronto, trazem tudo de uma vez... há coisas que não percebo... se no menu está escrito saladas/entradas e nos calamares main gang/prato principal... porque raio trazem tudo ao mesmo tempo?????? Mas pronto comeu-se, de forma intercalada. Uma voltinha à beira mar, para sentir aquele ar salino, e de volta à residencial. Sim porque tinhamos a meia final da liga dos campeões. Ligo o portátil, ligo o Zattoo (tipo netflix mas para canais de TV e à borliu) e FODA-SE!!!!! o streaming não é permitido no país onde me encontro. a sério???!!! Lá tive que ir para o youtube ver o Colbert e companhia, dando também uma vista de olhos pelas notícias do dia até ir para a cama.

De manhã, até descobrir como funcionava o duche foi um filme. Abria a água e esta saía pela torneira, para passar para o chuveiro tinha de puxar o manipulo, no entanto este não fixava... já estava a pensar que ia tomar banho com uma mão no chuveiro e outra no manipulo até que... voilá! O truque era abrir a água ao máximo e o manipulo fixava. Simples não é? O pequeno almoço era simples mas suficiente e. a melhor parte da residencial, numa terraça com vista para o Adriático. Á pois é bébé.
E pronto, malas arrumadas, carro carregado, chave na recepção, GPS programado, direcção; Croácia.

P.S. Ainda bem que roubei o rolo de papel higiénico porque... foi necessário. Também me lembrei hoje que tinha TV no quarto. Podia ter visto o jogo. Mas no meu dia-a-dia não uso TV pelo que me passou completamente ao lado.


segunda-feira, abril 30, 2018

Ora boas, há muito tempo que já não vinha aqui (sim, estou a escrever como se estivesse alguém do "outro lado").
Bem, amanhã começo a minha road trip pelos Balcãs. Penso ter tudo preparado, roupa suficiente (tive de comprar boxers, meias e t-shirts), revisão ao carro feita, água suficiente, óleo extra para o motor, líquido para o limpa-brisas, seguro de viagem (coisa nova para mim, mas pelos valores para duas semanas, 47 €, e pelo que cobre/assegura parece valer a pena. Até porque vou viajar sozinho). a 1º paragem será em Portoroz, Eslóvenia. so... sehen wir uns Morgen :)