segunda-feira, outubro 09, 2017

wow... praticamente 10 anos do lançamento de um álbum fabuloso dos Blonde Redhead: 23


quarta-feira, setembro 27, 2017

Vários temas em debate na comunidade Internauta. A greve dos enfermeiros, a subida da extrema direita na Alemanha e mais, muito mais. Logo se vê se há tempo para isso tudo.
Pelo que percebi os Enfermeiros, em Portugal, estão a preparar nova greve reivindicando um aumento de 400€ mensais no ordenado e redução do horário semanal de trabalho para 35 horas. A ser verdade, e por muita consideração que se possa ter por esta valorosa classe trabalhadora, a opinião pública vai esmagá-los. Não estou a concordar nem a discordar com a situação, mas pedir um aumento de 400€ num País onde o salário mínimo nem aos 600€ chega... deixa-me a pensar. Ou é uma notícia falsa, para virar a opinião pública contra os Enfermeiros, ou de facto estão um pouco desfasados da realidade. Isto sem falar na “tal” questão de Especialidade. Sim, porque em Enfermagem a progressão na carreira (ou seja aumento no ordenado), para além do tempo de trabalho, faz-se também através de especialização, o chamado Enfermeiro Especialista. É perfeitamente legitimo ter aspirações, é perfeitamente legítimo tirar um curso de especialização, gastar dinheiro nesse curso... agora o facto de tirar a especialização dá-lhes acesso automático ao cargo, o que acarretaria um aumento do ordenado? Pois, penso que não. Nesta situação terá de ser avaliada o nº de vagas disponíveis por Hospital para cada Especialidade e geralmente são abertos concursos, penso eu. Provavelmente nem será assim, mas sendo eu um leigo, que faz parte da opinião pública, lendo o que vem na comunicação social, é que me parece. Agora se há Enfermeiros que tiraram uma Especialidade, estão a exercer como Enfermeiro Especialista e continuam a ganhar o mesmo ordenado de um Enfermeiro sem Especialidade, bem aí, de facto tenho de lhes dar razão. Mas não penso que seja apenas isso. Qual será o número real de Enfermeiros nessa situação? Penso ser relevante termos acesso a esse número. Se estiver errado e malta com mais conhecimento da situação me quiser corrigir, estão à vontade.
Bem, fugi bastante da questão inicial, se me perguntarem: os Enfermeiros merecem um aumento salarial? Eu digo: sim, merecem. De 400€? ãhh!!!??? porquê? Justifiquem-me esse valor. Horário semanal de 35h? Mais uma vez justifiquem-me esse valor. E podem dizer que não têm de justificar esse valor, que é uma questão interna, da Profissão, da Ordem... etc, etc. Mas então aí não deveriam trazer essas reivindicações para a praça pública. Porque o uso de Meios de Comunicação Social Públicos (e não só, mas para esta questão apenas interessam os Serviços Públicos) para dar a conhecer a situação pressupõe um desejo de dar a conhecer à restante Sociedade Civil as reivindicações e criar um sentimento de solidariedade. Então, de cidadão para cidadão, justifiquem-me o valor de 400€ e as 35 horas semanais de trabalho.
Mas para se perceber ainda melhor esta situação penso que devemos ir ao início, quando se decide seguir enfermagem... o que pensará a malta? Horário das 9h às 17h? Um trabalho de pica ponto, chega a hora de sair e xau? Fim de semanas em casa? É o desejo de contribuir para a sociedade com um emprego onde o “cuidar” é o foco principal? É por vocação, estabilidade financeira ou familiar, riqueza? Ou simplesmente porque sim? Podem parecer perguntas parvas, mas tendo em conta os textos e artigos que li sobre o assunto, são de extrema importância. Neste momento, dentro deste contexto, a questão sobre a qual tenho mais curiosidade é: Quais as expectativas de um futuro enfermeiro sobre a realidade laboral em Enfermagem. Até daria um bom título para uma Tese de Mestrado... ou até Doutoramento. Nop, para efeitos de Tese seria melhor: “Expectativas dos Estudantes de Enfermagem sobre a realidade laboral” (penso que se colocar “em Enfermagem” se torne uma redundância). Ou, se calhar é tudo apenas uma consequência de um fenómeno, ou fenómenos, que começou com “Dr House” e continua com “Anatomia de Grey”. Sinceramente não sei.
Ou seja, no fundo, para salientar que também será relevante saber qual o contacto que os futuros enfermeiros tiveram com a profissão antes de tomarem a decisão de seguir Enfermagem. Daí a piadinha das séries televisivas (peço desculpa se ofendi alguém).

E para finalizar, argumentos do tipo “deixo os meus em casa para cuidar dos outros” são uma tentativa parva (e aqui tenho de ser mesmo directo) de criar empatia. 1º se deixam os seus em casa é porque afinal ganham o suficiente para que o resto do agregado familiar fique em casa, porque a maioria deixa as crianças na creche ou escola e os cônjuges também trabalham; 2º praticamente toda a classe trabalhadora, e usando esse mesmo argumento, “deixa os seus em casa”; 3º “cuidar dos outros” É o trabalho dos enfermeiros.

Bem, a Alemanha terá de ficar para outro dia

quarta-feira, julho 05, 2017

3ª Feira, 04 de Julho de 2017

     De volta. A vida dá voltas e voltas. Num espaço de 20 dias, e de certo modo num acto impulsivo, mudei de emprego. Uma oportunidade que não podia deixar passar estando eu como emigrante num País que não o meu. Os contratos de trabalho sem termo são raros... muito raros e, mesmo descendo alguns degraus na estrutura hierárquica, decidi mudar. O novo local de trabalho tem um estatuto bastante elevado, é um daqueles sítios onde a malta VIP pára, mas penso que consigo dar conta do recado. Para além de que não trabalho à noite. o que é óptimo. 
     Claro que mais uma vez tenho de passar por um processo de "lavagem cerebral" para conhecer a marca, os objectivos, a visão, os processos, etc, etc. Para mim, tendo estudado psicologia, é um processo conhecido e, interiorizando uma psicopatia momentânea, digo o que a malta quer ouvir com assertividade. Será um sítio interessante para trabalhar e para observar as dinâmicas humanas, tanto a nível de relacionamento dentro da estrutura hierárquica como a nível cultural, uma vez que é um local de trabalho multi-cultural. Na formação inicial foi uma passerelle de sorrisos e malta com a camisola da equipa vestida, tudo altos quadros da empresa. Posso ter um certo tom crítico mas não deixa de ser necessária esta formação incial, pelos menos para perceber o funcionamento e o onde, quem, quando, etc. Mas passando os olhos pelos formandos... percebe-se que a malta está um pouco a cagar para a cena. 
     Ainda estou no mês experimental, pelo que ainda me podem mandar embora num prazo de 7 dias. Mas... o fundo de desemprego serve para alguma coisa não é verdade? Neste trabalho chego a casa cansado, mas é um cansaço corporal e não mental, o que me agrada. Não trago trabalho para casa. 

Banda sonora de hoje:
Slayer: Reign in Blood
https://youtu.be/Pn9LMdyc4DI

segunda-feira, junho 05, 2017

Domingo, 04 de Junho de 2017

     Bem, por onde devo começar... Voltei mais algumas vezes ao tal Bar, uma vez até fui com um amigo (um erro tremendo porque é daquelas pessoas que está tão focado em si que sempre que tentamos falar algo sobre nós é como falar com uma parede) e... pronto, cheguei à conclusão que a rapariga é realmente atenciosa com os seus clientes e uma excelente profissional. Nada mais. 
     Na 3ª feira passada fui ver um concerto a Zurique, Moon Hooch. Que maravilha, adorei o concerto, uma lufada de ar fresco. Dois saxofones e uma bateria. um sintetizador e alguns efeitos lá pelo meio. Jazz, dance,, dub, hip-hop, e a malta a dançar. Penso que me iria dar bem lá para os lados de Zurique. Mas há sempre aquela sensação de que não temos ninguém com quem partilhar (fui ver o concerto sozinho). Tive a mesma sensação de quando fui a Piran (Eslovénia) passar uns dias, também sozinho. É meu, fica cá dentro e... é apenas isso. E mesmo que tente partilhar parece que bato em paredes, Sinto falta da "minha" malta.
      No geral sinto-me desenquadrado, já me sinto assim há algum tempo... penso estar com uma depressão... não apenas agora mas já há algum tempo. Tento preencher vazios... nada do que faço me dá prazer. Faço algo a pensar que no fim vou ter um sentimento de Yahhhh!!! consegui. Mas não, chego ao fim de algo e... pronto, está feito e agora? 

   
2ª feira, 22 de Maio de 2017

       Sábado decidi ir beber um copo. Fui a um Bar chamado “Buscadero” onde já não ia há algum tempo... cerca de um ano. É porreiro para beber um copo sossegado e, para a malta que fuma, pode-se fumar. Ainda não conhecia a miúda do Bar, como disse há cerca de um ano que não ia a este bar. Peço um fino e estou na minha, como sempre e como gosto de estar. Acabado o 1º fino peço outro. E a rapariga, atenciosa diga-se, ao trazer-me o fino diz que a Polícia passou estrada abaixo e poderá estar a fazer uma operação Stop. Surpreendido agradeço a informação e a rapariga afasta-se. Esta situação faz-me pensar um pouco. A informação que ela me deu não será “boa” para o negócio, como é óbvio aquele seria o meu último fino nessa noite. Sem fazer filme, concluí apenas que será uma rapariga realmente atenciosa com os seus clientes. Poucos minutos depois volta e começa a “meter” conversa através de perguntas. Eu vou respondendo até se acabarem as perguntas. É aí que surge o silêncio, aquele silêncio incómodo. Geralmente não tenho este tipo de interacções em Bares, ainda para mais com a “miúda” do bar, uma vez que costumam ser bastante atraentes e têm mais do que fazer... e sinceramente, na maior parte das vezes, estou-me a “cagar” para a cena. No entanto, por qualquer motivo, naquele dia estabeleceu-se um breve e incómodo silêncio. Foi então que percebi porquê, ela manteve-se ali, olhando para baixo, olhando para mim... e eu “foda-se” tenho de fazer perguntas, tenho de mostrar algo interesse... raios, tenho de ser sociável. E lá coloquei algumas perguntas, daquelas que nós sabemos, introdutórias, uma linha objectiva de questionamento sem me comprometer em demasia. E, durante alguns minutos, estabelecemos uma conversa, o que me levou até a pedir uma cola. No entanto, ela teve de se afastar para atender outros clientes e como o assunto/tema sobre o qual estávamos a conversar teve a sua conclusão, pensei que seria a altura apropriada para sacar da carteira e “mostrar” que queria pagar. Quando ela voltou percebeu logo que eu queria pagar e fez o seu papel perguntando-me se que queria pagar. Eu disse que sim. Pareceu-me ver, por breves momentos, um olhar de desapontamento. Mas isto sou eu agora a pensar... e se calhar vi o que queria ver. Paguei com a devida gorjeta e despeço-me. Ela volta a surpreender-me perguntando-me o meu nome. Eu respondo e, parecendo-me o mais adequado, pergunto-lhe o nome. Ela responde e eu estendo-lhe a mão para a cumprimentar “Prazer”. Ela responde que também foi um prazer para ela e diz-me que espera que eu volte a aparecer por lá. Eu respondo com “é uma possibilidade” e esboço um sorriso.
       Ora hoje, como o Bar onde costumo comprar tabaco está fechado, volto ao Buscadero. O meu objectivo é simples, comprar tabaco, beber um café e bazar. Ela cumprimenta-me surpreendida e atira-me um sorriso genuíno. Faço o meu pedido. Ela tem mais trabalho hoje, o bar tem mais clientes. No tempo em que desfrutei o meu cigarro e o meu café ela esteve a conversar com outros clientes. Saco da minha carteira para pagar e aguardo que ela volte. Quando ela volta noto o que penso ser a vontade de iniciar mais uma conversa. No entanto, antes que ela dissesse algo peço para pagar. E, mais uma vez, noto o que penso ser um olhar de desapontamento. Digo um “até à próxima” ela sorri e responde-me também com um “até à próxima” dirigindo-se a outros clientes que também queriam pagar.
       Não vou aligeirar a situação porque se estou a escrever sobre a mesma é porque teve impacto em mim. E para perceber se a Marrik (é este o seu nome) é apenas uma rapariga que sabe fazer o seu trabalho ao conseguir cativar os seus clientes a voltarem, numa clara perspectiva de negócio, ou se de facto há, ou houve, ali qualquer coisa, terei de lá voltar. Desta vez não vou deixar passar em branco. Vou, no entanto, aguardar alguns dias.

Acreditem, é um passo evolutivo.


Banda-sonora de hoje:
Rahim AlHaj e Junip, KEXP
  

sexta-feira, maio 19, 2017

Sexta-feira, 19 de Maio de 2017

Com a mudança de casa voltei a escrever, a compor e a organizar harmonias. Neste momento penso ter 3 novas músicas. Bem, para dizer a verdade apenas uma é nova, as outras estavam em banho-maria. Penso ter encontrado os versos certos. A ver vamos. Mas entretanto deixo aqui um esboço. Ainda não tem título:

Driving through the Mountains
in my lonely car
an endless Road with a Thought
where did I leave my heart with a Scar?

7493 Feet high
yesterday I told an honest Lie
Mama, Papa, the nearest I've
been to you in a while

Walking through the Woods
feeding the Squirrels on the Grass
I'm in the right Mood to ask
when did I leave your Heart with a Scar?

4832 Feet high
today I'll tell it right
Baby, the furthest I've
been from you in a while

laying down in my Bed, doomed
with a glance on the full Moon
a growing Pain in my Scar
and I cry... seeing how beautiful you are.

Banda sonora de hoje:


Sexta-feira, 5 de Maio de 2017

Lá fora o mundo conecta-se. Smartphones, Laptops, PC´s, Ipads, Tablets, Carros. Tudo interligado na troca de informação. Sim, porque estamos na era da informação. O bem mais valioso nesta sociedade capitalista, em breve pós-capitalista, é a informação. Quem diria. Quem controlar a transmissão de informação, controla o mundo.
Mas vamos controlar a divagação. O que quero dizer com o “Lá fora o mundo conecta-se” é que neste momento não tenho acesso a Internet e o meu Smartphone está a uns seguros 3 metros de distância a carregar. Estou a tentar reconstituir algumas situações que me providenciavam momentos de prazer e reflexão. Neste caso a ouvir um CD (sim, ainda compro CD´s) com as letras à minha frente e desbundar uma quantidade de significados com os quais poderei criar empatia ou não. Não será a reconstituição de uma situação muito sociável mas permite-me estar confortável com os meus pensamentos. Estes valem o que valem e hoje são meus, apenas meus.

Banda sonora de hoje:

Sonic youth – Dirty.
https://youtu.be/PBd5mkOk7mI

quarta-feira, outubro 19, 2016

Bruxelas

Primeiro estranha-se depois entranha-se... cliché mas verdadeiro.

     Sentia falta deste sentimento cosmopolita. Fazer parte de uma multiculturalidade intensa sem deixar de ser, sem perder a minha individualidade. Fazer parte de um todo sem ser o centro. Não, não é um paradoxo. É apenas uma questão de pensar um pouco.
     Ao passear trocam-se olhares. A sua duração pode chegar (assim de cabeça) aos 5 segundos. Mais do que suficiente para nos apaixonarmos. Aqui sinto que me poderia apaixonar... estou a ser incorrecto, aqui sinto que poderia idealizar. 
     
     As disparidades são intensas em Bruxelas. Vejo um músico de rua que me faz lembrar o Bob Dylan (a quem por acaso, no dia seguinte, é atribuído o Prémio Nobel da Literatura). Paro para um cigarro enquanto ele toca. 


     Ele está sentado no início de umas escadas laterais, no lado direito, eu estou um pouco mais acima na escadaria central. Vários turistas tiram fotos. Homens de fato e gravata com o seu smartphone sempre em actividade. Por cima das escadas laterais do outro lado, no canto, na sombra, onde as paredes estão cobertas de Graffiti, vejo as tendas, as pessoas e as grades. Daquelas grades usadas para controlar manifestações. Este é o vosso canto, aqui no escuro, para onde raramente se direccionam olhares. Este momento perturbou-me. Eu dirigia-me a um Museu, não interessa qual, o meu objectivo seria o belo do orgasmo intelectual, rodeado de pessoas "bonitas". Mas não consegui ir ao Museu. Não porque sou um bom samaritano, não porque sou a bondade personificada na terra. Simplesmente, naquele momento, não consegui. Virei-me e continuei a andar.


     



     

Num limbo

     De momento estou num processo de construção de memórias a solo. Um "lembras-te quando fomos a..." não será possível.

     Sempre que vamos a algum lado há histórias para contar, de momento tenho apenas sensações e emoções. E vocês respondem-me "mas as histórias são feitas de sensações e emoções". Sim, mas as histórias têm uma estrutura, um início, meio e fim, e têm um significado... e vocês voltam a dizer-me, agora com um sorriso " as sensações e emoções tambêm têm um início, meio e fim. E tambêm têm um significado... atribuído por ti, nós, eles..." Sim têm razão... estão a tentar dizer-me que as sensações e emoções podem tornar-se histórias e, por sua vez, as histórias são constituídas por sensações e emoções. É um ponto de vista válido, mas para as sensações e emoções se tornarem histórias, se o virmos como um processo evolutivo, têm de ser partilhadas. Penso que será esse o ponto onde faço a distinção. E vocês dizem... bem de momento a vossa relevância deixou de ser, até porque vocês são apenas e enquanto eu quiser.
     O importante é que tu saibas que estou ansioso por passar os próximos dias contigo, de forma a termos mais umas quantas histórias.


sexta-feira, abril 22, 2016

Train Station





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Road





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The Bench





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