quinta-feira, novembro 01, 2007

o nefasto lugar...

country road take me home... to the place that I belong...

meus caros... tomei uma decisão. não vos posso transmitir essa decisão porque é a minha decisão. se fosse a nossa decisão... então seria justo transmitir-vos. por outro lado se fosse a nossa decisão, já não a teria que vos transmitir. porquê? porque se é a nossa decisão vocês saberiam qual é a decisão. portanto... é a minha decisão... que vocês não sabem qual é.
ora bem, a decisão é um acto que se aplica consoante os contextos. a decisão não existe por si, existe mediante um sujeito, o que o rodeia e o que ficou para trás. no entanto... o meu dilema é... a decisão é momentânea... perdura... eu tomei uma decisão ontem... hoje continuo a agir de acordo com essa decisão... ao aplicarmos "a decisão" significa que a decisão continua a existir? a decisão é tomada num momento impulsivo... num momento de reflexão... é um acto único. porque o facto de agirmos de acordo com a decisão... não implica que estejamos sempre a tomar "a decisão". aiaiaiaiai... mas será importante a problemática da decisão? quer dizer nós é que atribuímos importância às coisas... e para mim, neste momento, é importante saber o tempo de duração de uma decisão... depende da decisão... mas também depende de nós... essa duração. podemos demorar uma semana a tomar uma decisão. mas... nessa altura ela ainda não existe... porque não tomámos "a decisão". mas já está presente.
estou com sono... talvez um dia se possa discutir "a decisão". mas será relevante?

sexta-feira, setembro 07, 2007

quem sou eu??????

sim... quem sou eu... não devo ser o unico a fazer esta pergunta a si mesmo.
mas devo ser o unico a não querer saber a resposta.
resguardo-me num livro que nunca abri... talvez o queime para não me sentir tentado. "Hold on to love..." há um disco com este nome... e é maravilhoso como o nome... há, também, uma musica com esta frase... bela também, a musica diga-se, mas a beleza é algo que transcende o entendimento. por isso, o vosso entendimento seja inócuo. vou imaginar a minha resposta ao quem sou eu, porque eu não a sei...
eu sou a beleza personificada... estou aqui para vos transmitir a pureza dos sentimentos que me fazem sorrir... chorar. perto de mim as pessoas sentem-se seguras... para alguns sou um amigo... para outros um confidente... um irmão... para alguns talvez até um pai. é verdade... quem diria...
eu estou aqui por vocês. já vos pedi algo? pensem lá bem... já vos pedi um ombro para chorar? já vos pedi conselhos? já vos pedi uma opinião para o caminho a seguir? eu sou o vosso apoio. por alguma coisa o meu cabelo cresce e a barba de 3 dias parece sempre a barba de 3 dias... não vos vem ninguém à mente?
mas despachem-se... começo a ficar cansado... estou cansado... deveras cansado...

domingo, agosto 19, 2007

life

a vida... quando bebos uns copos é essa a palavra que me vem à cabeça...
observo tudo o que me rodeia e penso que sou o único com capacidade para ponderar os porquês da vida...
talvez porque é a única altura em que me sinto acima de algo.
vim aqui por alguma coisa... sim porque não venho aqui sempre que me apetece.
bahhhhggggg... repetições de repastos mundanos. sinto-me leve... (já alguém leu a insustentável leveza do ser?). a leveza, conotada socialmente como algo positivo, eleva-me acima da vida. e... eu não quero. quero sentir o peso... quero amar... quero sentir-me rejeitado. sim, porque a piada do amor é a conquista... o levar com os pés... e voltar a tentar... porque amamos alguém. também pode ser o 1º momento em que conquistamos a nossa(o) amada(o). sim estou a falar do 1º momento em que os corpos se cruzam... se partilham... a partir daí é apenas mais uma rotina.
por momentos penso... mas que raio... será que tenho o cérebro atado???????? é que quando bebo uns copos isto parece fluir de uma maneira tão simples...
o acordeão vai a meio do caminho... ou não... poderemos definir o nosso tempo de vida com abrir e fechar de um acordeão... as notas são os caminhos... só nos resta esperar quem toca o acordeão seja bom no toque... é que as notas fora de tom são os nossos precalços. mas, verdade seja dita, isso depende da nossa visão do mundo... da realidade. é que as notas fora de tom podem tornar-se em "funny notes". mas, mais uma vez, isso depende do acordeonista. para uns é Deus... para outros é Alá... para outros o Anjo Caído... para outros são eles próprios...
sabem que mais? eu toco baixo electrico.

domingo, julho 01, 2007

one...

I cant remember anything
Cant tell if this is true or dream
Deep down inside I feel to scream
This terrible silence stops me

Now that the war is through with me
Im waking up I can not see
That there is not much left of me
Nothing is real but pain now

Hold my breath as I wish for death
Oh please god,wake me

Back in the womb its much too real
In pumps life that I must feel
But cant look forward to reveal
Look to the time when Ill live

Fed through the tube that sticks in me
Just like a wartime novelty
Tied to machines that make me be
Cut this life off from me

Hold my breath as I wish for death
Oh please god,wake me
Now the world is gone Im just one
Oh god,help me hold my breath as I wish for death
Oh please God help me

Darkness imprisoning me
All that I see
Absolute horror
I cannot live
I cannot die
Trapped in myself
Body my holding cell

Landmine has taken my sight
Taken my speech
Taken my hearing
Taken my arms
Taken my legs
Taken my soul
Left me with life in hell

sexta-feira, junho 15, 2007

...

pai nosso que estais no céu
santificado seja o vosso nome
venha nós o vosso reino
seja feita a vossa vontade
assim na terra como no céu
o pão nosso de cada dia nos dais hoje
perdoai-nos as nossa ofenças
assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido
e não nos deixeis cair em tentação
mas livrai-nos do mal

sim vagabundo... livra-me de me deixar possuir pela minha mente...

segunda-feira, junho 11, 2007

mmm...

hmm... para além dos olhares esconde-se um ser.
O mundo dele resume-se a um quadrado,
por vezes partilha-o... apenas o suficiente.
Para todos vós um abraço... para alguns é suficiente.
estas palavras... são suficientes.

quarta-feira, maio 30, 2007

uma pessoa... a K.

tive que largar um sorriso... é que não sei o que dizer... as palavras pedem algo mais, as palavras da K. diga-se, um desejo de conhecer um pouco mais esta menina. Por estas andanças o conhecimento possível está concretizado. passaram-se alguns meses desde o primeiro contacto e sinto que cresci com as palavras desta menina... por vezes evito ler... porque não quero crescer mais. é um facto que ninguém me obriga a crescer... mas o não querer não implica o não ter que... por isso continuo a ler...
achas que te posso pedir um pouco mais? o quê? não sei... o que me quiseres dar... apetece-me escrever, apetece-me escrever algo que te deixe de boca aberta... que te faça faltar o ar... raios!!!!! coriscos!!! somos demasiado parecidos... os escudos que nos protegem são demasiado fortes... impenetráveis. a vida assim os construiu... os desgostos... mesmo querendo não deixamos as pessoas entrar. mas posso esperar... posso encostar-me ao escudo sem o forçar. anicho-me no seu limiar... peço-te um pouco de confiança, apenas te peço o limiar do escudo

segunda-feira, abril 23, 2007

devo ter cuidado com o que escrevo aqui?
por exemplo... neste momento estou a pensar se vou ou não
ao quarto ao lado ver se o companheiro de casa ainda tem pólen...
sabendo eu que não costumo bater muito bem com isso...
sabendo eu que as minhas preocupações, devaneios, desaparecerão por apenas alguns instantes.
não será melhor sentar-me... ouvir uma musica... e reflectir conscientemente?
planar... dançar... sorrir... felizes aqueles que o conseguem sem precisar de algo mais que não a sua própria essência humana... que para tal usam apenas os sentimentos... que os recebem... filtram... e expressam. para eles o meu respeito, para os outros... pode ser qualquer coisa. Não são as pessoas que procuro.
serei hipócrita? hum... sim talvez. mas só um pouco, é que ainda não fui ao quarto ao lado.

sábado, abril 07, 2007

é apenas um título

Mas... de onde vens tu?
algo me poderás dar,
gritos de alívio... talvez.
dados que se jogam,
a incerteza da vida é uma quase certeza.

terça-feira, março 20, 2007

natureza

não me dás nada?
algo te peço...
tudo ou nada.
unindo-me contigo vejo
raios de sentimentos
embriagados na noite...
zelando por ti... e por mais alguém.
alto!!! deixa-me acordar.

domingo, março 18, 2007

desaparecer

deambulando por algo
entre muros e sensações,
sem que nada traga
as razões de um sorriso.
por tudo o que somos,
além do que já fomos,
rasgando laços salinos
entre vozes e odores
contagiantes...
e tudo isto porquê?
resta-nos esperar

terça-feira, março 06, 2007

o medo

o medo do desconhecido... o medo das palavras... dizemos algo e as pessoas afastam-se.
cobardes... o mundano é regra. algo que vá para lá da banalidade... é assustador.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

segredos

Se um dia eu pensar em ti
andarei eu perdido... de
todos os arrogantes seres,
atónitos e deambulantes.
nada me fazem sentir, e por eles choro.

elevem-se por algo!!!!!!!

De nada serve ser alguém,
enojado pelo que me rodeia.
unido em mim mesmo
sentindo algo mais que um simples vazio

uníssonos de silêncios,
nada mais que ilusões
intensas e gratificantes,
dolorosas por natureza.
os valores de um sonho...
saiam... deixem-me

e talvez possa descansar...

quarta-feira, janeiro 10, 2007

aiaiaiaiaiai...

há uns tempos alguém me disse que as musica do ultimo álbum do bonnie Prince Billy, de nome "the letting go", pareciam todas iguais...
na altura fiquei sem palavras... mas agora penso que há males que vêem por bem...
mas por outro lado diz-se que os opostos atraem-se...
em que ficamos?
ficamos na relatividade da função de duas palavras: verdade absoluta