2ª paragem, Korenica, Croácia, para fazer uma visita ao Parque Nacional Plotvice. Korenica é uma localidade sem história no interior da Croácia, a cerca de 17 kms do Parque. Optei por ficar numa Guesthouse, o que para estes lados são mais do que as mães. Dos anfitriões pouco ou nada há para dizer, monossílabos em inglês na recepção e, praticamente, só os voltei a ver no check out. O quarto era bem melhor que o da residencial anterior, sem deslumbrar no entanto.
A vista do quarto era de casas, algumas velhas, por acabar, sem grande riqueza aparente, uma típica zona rural, assim como em Portugal, com um certo ar de abandono. No entanto, o meu objectivo não era visitar Korenica mas sim o Parque Natural. E que coisa maravilhosa. O segredo é ir cedo, entrei às 8h30 no Parque, para evitar as típicas excursões e afins (como se veio a confirmar na parte da tarde). Lagos enormes, cascatas e mais cascatas, a cor da água, passeio de barco, tudo até às 15h. Sem pressas, com o seu tempo. Só mesmo visitando ou vendo as fotos do site oficial. Adorei.
Uma coisa que reparei é que aqui os limites de velocidade são extremamente baixos, quando diz respeito a obras na auto-estrada, dentro das localidades ou perto de escolas. Mas depois percebi, eles já colocam para aí 20 kms a menos porque a malta pura e simplesmente não cumpre. E se a malta tenta cumprir, é uma fila de carros atrás de nós, a ficarem tão impacientes que até em traços contínuos ultrapassam, o que nos leva a infringir também os limites declarados. No entanto, na minha opinião, um pouo melhor do que em Itália. Aqui usam os piscas.
Neste pouco tempo em Korenica, que se situa num vale (não sei se isso explica o que se passou), assisti às maiores chuvadas de que me lembro e trovoadas... mas que trovoadas brutais.
No 1º dia jantei num restaurante chinês. não tive paciência para procurar muito porque estava com fome e ficava a 500 metros da Guesthouse. Nada de especial, mas a mania de trazer a entrada e o prato principal ao mesmo tempo começa a incomodar-me. Chips de Lagosta e frango com legumes.
No 2º dia tentei apreciar os restaurantes à beira da estrada nacional e tentei fixar os que tinham mais carros. Sempre me disseram que os restaurantes com mais carros estacionados à porta é onde se come melhor. E foi o que fiz, no meio de uma chuvada torrencial. O empregado falava um bom inglês e optei por uma salada de cebola e uma pizza (há muito tempo que tinha desejos de uma pizza). Mas desta vez salientei que 1º quero só a salada e depois a pizza. Quando chegou a salada o empregado perguntou-me se já tinha experimentado óleo de abóbora (posteriormente fiz uma pesquisa, porque era mesmo bom, e verifiquei que era óleo de sementes de abóbora. Até porque a cor, esverdeado, não batia certo com a abóbora). Não, disse eu, e ele lá me trouxe para experimentar. Interessante. Agradou-me e claro, pensei logo nos meus amigos vegetarianos e vegans que iriam adorar esta delicadeza. A pizza veio a meio da salada. O empregado de mesa assumiu que veio muito cedo, mas pronto, como costuma vir a queimar, ficou a arrefecer. Para sobremesa optei por uma Baklava, tradicional dos Balcãs e que maravilha (ou não fosse eu um guloso). Massa por cima, como se de uma tarte se tratasse, frutos secos no interior e sirup/mel... delicioso. Uma doce despedida de Plotvice.

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