diálogo...
G - Eu acredito no amor, é tudo sobre amor, a vida sem amor não faz sentido.
A - O que queres dizer com isso?,
G - Tudo o que faço, tudo o que fiz, tudo o que farei será sempre sobre amor. Amar a natureza, amar as mulheres, amar o outro.
A - Sim, compreendo o que dizes, mas por vezes o amor não é assim tão simples e a vida é demasiado complexa para se resumir ao acto de amar.
G - Não, a vida define-se pelo amor, mas tens de estar disposto a amar para ser amado.
A - Sim, temos de ter a capacidade de dar e receber, mas hoje em dia, com o que se passa na sociedade as pessoas têm menos tempo para amar...
G - Os dias têm 24h, portanto todos nós temos 24h horas. O tempo é o mesmo para todos. No entanto, a maior parte das pessoas usa o tempo para pensar em como ganhar mais dinheiro.
A - Tendo em conta o que se passa hoje em dia, na nossa sociedade, penso que as pessoas estão mais preocupadas em sobreviver, nem é tanto o ganhar mais dinheiro. Se calhar nessa equação há menos tempo para o amor. Não que as pessoas não o sintam ou não queiram, simplesmente não o conseguem nesta nova estrutura social e económica que nos rodeia e que é cada vez mais real.
G - (sorri) Continuo a dizer que a vida é amor, faço música por amor e pinto por amor.
A - (sorri também) Invejo-te e espero um dia pensar como tu porque consigo imaginar uma vida dedicada ao amor e... seria maravilhoso. É maravilhoso só o acto de pensar sobre essa possibilidade. No entanto, ainda não cheguei lá. Ainda tenho uma neblina demasiado densa nas zonas mediais e profundas do meu cérebro.
http://innerthoughts.bandcamp.com/track/i-am
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