segunda-feira, dezembro 18, 2006

é fascinante...

a leviandade com que se brinca com os sentimentos dos outros... o egoismo que reina neste mundo... não se ponderam os actos... e as consequências.
A fraqueza de não conseguir estar só... a necessidade de procurar alguém, não porque amamos, mas porque sim...
É um caminho que se percorre, usando as pessoas... escolhendo... deixando as que não passaram no teste para trás, não interessa as consequências para essas... o que interessa é que elas não passaram no teste. Racionalizam o porquê de uma situação que nunca compreenderam... se forem fracas, batem no fundo, entram num abismo, se forem fortes, renovam o escudo que os protegia dos outros... o escudo que se abriu um pouco durante uns momentos, porque acreditaram e, mais uma vez... e mais uma vez...
Tão iguais e tão diferentes... apetece-me mandar tudo à merda... Uma revolta perante o que se tornaram os outros... que se deixam levar por uma sociedade insensivel, pragmática... não admira que a taxa de cornos e cornudas seja tão elevada, não admira que a taxa de divórcios seja tão elevada. É o facilitismo... as tentativas de encontrar alguém, o medo de estar só. Fracos, não passam de uma cambada de fracos. Não estou a falar de adolescentes, e até estes já sofrem... falo de adultos... ou pessoas que cronológicamente são adultos, mas emocionalmente são imaturos (para não dizer mentalmente).
mas penso que este tema já vai longo, é tempo, da minha parte, de deixar o que se passou para trás.
É impressionante como estamos sempre a aprender. E sabe bem, mesmo que os motivos e as consequências não sejam as melhores.
Mas, se me permitem, para encerrar este capítulo em condições... VÃO À MERDA!!!!!!

3 comentários:

Su disse...

Obrigada Adilio :)

Ghost disse...

Bolas, que escreves mesmo bem! Chega a ser irritante a capacidade de algumas pessoas para escrever: tu és uma delas!
Podia dizer-te muita coisa neste comentário, mas como não tenho grande dom de escrita: transcrevo um poema de um génio português - o Senhor Mário de Sá-Carneiro -


«Numa ânsia de ter alguma cousa,
Divago por mim mesmo a procurar,
Desço-me todo, em vão, sem nada achar,
E minh'alma perdida não repousa!
Nada tendo, decido-me a criar:
Brando a espada: sou luz harmoniosa
E chama genial que tudo ousa
Unicamente à força de sonhar...
Mas a vitória fulva esvai-se logo...
E cinzas, cinzas só, em vez de fogo...
- Onde existo que não existo em mim?
Um cemitério falso sem ossadas,
Noites d'amor sem bocas esmagadas -
Tudo outro espasmo que princípio ou fim...»

Continua a escrever assim!

Ghost disse...

Entretanto esqueci-me de escrever o nome do poema - "Escavação"