quinta-feira, janeiro 12, 2006

pelo menos...

quando o sonho chega sentimo-nos como uma flor num doce jardim, um cheiro açucarado pelo pólen dessas mesmas flores... o seu perfume. um bem estar sincero e puro, uma leveza que enche o coração.
sinto-me pleno do meu ser, deixei o subjectivo que me tirava o eu. deixei o virtual e abraçei o onirico. obrigado por não me amares... assim ainda posso sonhar.
fizeste-me olhar para o espelho, não há luz... logo, ele não se parte. a realidade já não me é estranha, e talvez nunca tenha sido, eu é que a abandonei enganado pela esperança.
mais uma vez obrigado, acordei e continuo a sonhar. agora já sei qual é o meu lugar no mundo.
obrigado por não me amares...

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